Opus XVI

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domingo, 25 de dezembro de 2011

A Dança da Serpente. Opus XVI

Esta canção remete explicitamente e nas entrelinhas a questão do desejo sexual.  No Título  "A dança da serpente", tendo a cobra como símbolo de sabedoria, persuasão e personagem bíblico do antigo testamento, que aparece no episódio do Paraíso oferecendo o fruto proibido à Adão e Eva. A "dança" é em analogia aos caminhos do prazer carnal. O Refrão é como um socorro de quem pede  alívio ao próprio corpo frente a tantos desejos...

 A Dança da Serpente
(Ricardo Rodrigues)
Meus olhos são mais que dois olhos corrompidos, que despe o vestido da menina de rosto bonito e nariz empinado.
               Mais fácil se o fim dessa vida fosse isso, o céu bem       
   mais perto era o inferno. Tenho medo até de mim mesmo.


Devore de luz essa veste passageira, alivia o calor dessa fogueira,
ao paraíso preciso  voltar   
       
Conduz ao deserto aquele que tem sede, oásis que ilude o viajante que imaginava nunca se perder.       
  Teu corpo incendeia  meu  pequeno juízo, se digo que dele não preciso,
  não vou mentir nem tentar esconder.
      
     Devore de luz essa veste passageira, alivia o calor dessa fogueira,
ao paraíso preciso  voltar     
     
Teu cheiro é terremoto em meus sentidos.Lutando contra as correntes me prendi. Meus olhos
             são mais que dois olhos corrompidos. Onde ficou a pureza que eu perdi?




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